O juiz em exercício na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Alexandre Ito, determinou o desmembramento para garantir maior agilidade no julgamento da denúncia. Ele determinou que cada denúncia tenha 10 requeridos, no máximo, no polo passivo.

O MPE (Ministério Público Estadual) reapresentou a denúncia e o caso foi analisado pelo juiz Marcel Henry Batista de Arruda, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Ele aceitou a denúncia contra Scaff, Karina, os empresários João Amorim, Andréia Silva de Lima, José Audax César Oliva e Olmar Aparecido Moura, e as empresas Proteco Construções, N & A Informátic, Ajota Engenharia e Construções e RCE Comércio de Produtos de Limpeza.

O processo tramita em segredo de Justiça, ao contrário de outras ações de improbidade administrativa. O recebimento da denúncia foi publicado na edição do Diário da Justiça desta terça-feira.

Os denunciados foram acusados de pagar propina para André Scaff em troca de contratos na Câmara ou na Prefeitura Municipal de Campo Grande.O maior valor foi pago pela N & Informática, de Andréia de Lima (R$ 270,7 mil).

João Amorim e a Proteco teriam repassado R$ 149 mil para o casal Scaff. A Ajota entregou R$ 24 mil, enquanto a RCE Comércio deu R$ 40 mil.

No entanto, conforme devassada feita pelo MPE nas contas de André e Karina, a movimentação atípica na conta do casal superou R$ 10 milhões, mas a maior parte dos depositários não foram identificados pela investigação.

Em julho, o procurador e a esposa foram denunciados por construção irregular em área de preservação ambiental no Bairro Nossa Senhora das Graças.

Scaff é alvo de várias ações na área cível e criminal, mas não foi condenado em nenhuma. É mais um dos casos de corrupção que veio à tona graças a mudança na postura dos órgãos de fiscalização e controle.



Fonte: Noticias Vip